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Ficha técnica
Encenação e Direcção
de Actores
João Paulo Janicas
Dramaturgia Colectiva
Actores
Músico e soldado
Carla Pinto
Músico e delegado
de propaganda bélica
Carlos Coelho
Músico e mãe do soldado
Cristina Janicas
Maestro e político
Fernando Taborda
Músico e soldado 1
João Gouveia
Músico e soldado 2
Marta Carvalho
Músico e repórter fotográfico
Victor Torres
Figurinos e guarda-roupa
Cristina Janicas
Desenho de Luzes e Luminotecnia
Tiago André
Banda sonora
João Paulo Janicas
Alexandre André
Cartaz-programa
Victor Torres
João Paulo Janicas
Outros colaboradores
Joaquim Basílio
Paula Santos
Produção
Cooperativa Bonifrates
Apoios
Câmara Municipal de Coimbra
MUSICENTRO - instrumentos musicais, Lda |
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O
espectáculo
é de poesia. Como tal, são os poemas que atraem
o nosso olhar ou, se quisermos, todos os sentidos. Esse foi o desafio que
o Carlos e o Basílio lançaram ao grupo fazer um espectáculo
em que a poesia fosse dada a ver e a sentir - duplos sentidos…
Duplos Sentidos é um recital de poesia. Assim, é uma imitação
de uma imitação. É por imitação da declamação
em voz alta que os poetas faziam dos seus poemas, que se chama recital à interpretação
da música para outros ouvirem. Aqui, os actores dizem como se tocassem
um instrumento musical; chamam à cena - que é outro sentido
de recitar, interpretando com a sua voz os poetas - os sentidos duplos dos
poemas.
Duplos Sentidos parte do princípio de que o drama é uma capacidade
tão possível a todos como pensar ou cantar; aposta que tudo pode
ser posto em acção e em cena, de algum modo. Portanto, o recital
dramático destes poemas foi sendo construído à procura de
encontrar: a cena para os poemas que gostaríamos, os poemas para a cena
que precisávamos.
Este espectáculo é um projecto em construção. Se
agora aparece falando sobre a guerra e os seus fazedores, ligado peça
teatral «Crap - Fábrica de Munições», pode mais
tarde encenar poemas de amor, sobre animais, mesas ou cadeiras; se agora os poemas
encontraram esta forma, eles podem permitir que lhes inventemos depois outras… e
outras…duplos…
O recital foi composto em três andamentos: o primeiro, na polifonia do
agrupamento dos músicos, fala sobre a criação artística;
no segundo, a solo, cada músico-actor-poeta interpreta as suas variações
sobre o tema recorrente de toda peça musical, a vida, aqui numa das suas
facetas mais dúplices, a guerra; no terceiro e último, de novo
juntos, os músicos evocam alguma coisa que fica…
João
Paulo Janicas
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GUIÃO
de POEMAS
e MÚSICAS
I.
A Criação artística
Miguel Torga, Diário XII
Beethoven, Septet, Op. 20, Adagio
José M.
Mendes, Poema do
menino triste
Almada Negreiros, Pede-se a uma criança
Sousa, Under the Cuban Flag
José Régio, O jongleur
de estrelas e o seu jogo
Sidónio Muralha, Beethoven
Beethoven, Six Bagatelles, Op.
126, Quasi allegretto
Sophia de Mello Breyner Andressen, Musa
Mário Cesariny, You are welcome
to Elsinore
II. A Vida - A Guerra
P. Comelade/M. Fourquet, La cuisson
de vos cuisses
Alexandre O´Neil, Saldos no
Vietname
Vinicius de Morais, A Bomba Atômica
Mário Laginha, Pnohm Penn
António Gedeão, Trovas
para serem vendidas na travessa de S. Domingos
Ned Rorem, Violin Concerto, Dawn:
Wistful
Fernando Pessoa, O menino da sua
mãe
Leonard Bernstein, Serenade,
Phaedrus
Sophia de Mello Breyner Andressen, O
soldado morto
João Paulo, Dança
Cristovão de Aguiar, “O
menino de sua mãe”
Jorge de Sena, Para Bellum
III. Alguma coisa
que fica…
Beethoven, Concerto para violino
e orquestra em Ré Maior, Rondo, allegro
Mário Cesariny, Pastelaria
Alexandre O’Neill, Muito desgosto
te espreita
O. Montllor, Teresa
Almada Negreiros, Eu tinha chegado
tarde à escola
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